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martes, 5 de mayo de 2015

Sorrentino, Trajber y Ferraro (2005) Educação ambiental como política pública


A educação ambiental surge como uma das possíveis estratégias para o enfrentamento da crise civilizatória de dupla ordem, cultural e social. Sua perspectiva crítica e emancipatória visa à deflagração de processos nos quais a busca individual e coletiva por mudanças culturais e sociais estão dialeticamente indissociadas. A articulação de princípios de Estado e comunidade, sob a égide da comunidade, coloca o Estado como parceiro desta no processo de transformação do status quo situado, segundo Boaventura de Souza Santos, como um “novíssimo movimento social”. A tal Estado cumpre o papel de fortalecer a sociedade civil como sede da superestrutura. No campo ambiental, o Estado tem crescido em termos de marcos regulatórios sem uma capacidade operacional que condiga com a demanda em vista da redução do Estado (década de 1990) e da ausência de reformas que não sejam a do Estado mínimo. À educação ambiental cumpre, portanto,
contribuir com o processo dialético Estado-sociedade civil que possibilite uma definição das políticas públicas a partir do diálogo. Nesse sentido, a construção da educação ambiental como política pública, implementada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), implica processos de intervenção direta, regulamentação e contratualismo que fortalecem a articulação de diferentes atores sociais (nos âmbitos formal e não formal da educação) e sua capacidade de desempenhar gestão territorial sustentável e educadora, formação de educadores ambientais, educomunicação socioambiental e outras estratégias que promovam a educação ambiental crítica e emancipatória. As políticas públicas em educação ambiental implicarão uma crescente capacidade do Estado de responder, ainda que com mínima intervenção direta, às demandas que surgem do conjunto articulado de institui- ções atuantes na educação ambiental crítica e emancipatória. 
[...]
Analisando as propostas do órgão gestor em termos das modalidades das políticas públicas, pode-se entendê-las sob a perspectiva do contratualismo e como regidas pelo princípio da subsidiariedade (Castells, 1999). Para consubstanciar esta afirmativa os exemplos e as ações apresentadas mostram que o Estado assume o estímulo, o subsídio e o certificado de parcerias entre instituições formadoras, que já têm por função precípua a formação de educadores ou que podem passar a assumir tal função, de modo a garantir um processo continuado de formação de educadores ambientais. De outra forma, caso o Estado decidisse desenvolver seu programa de formação por intervenção direta, isto exigiria a contratação e a capacitação de equipes enormes alocadas em todos os estados da federação. Além de não ser factível, tal forma de execução seria contraditó- ria com o reconhecimento de que a educação ambiental deve ser desenvolvida em profundo diálogo com os sujeitos e as instituições de cada região. A proposta dos Municípios Educadores Sustentáveis (MES) também visa ao estabelecimento de contratos entre municípios, dos municípios com seus habitantes, com as instituições regionais e com os conselhos, para garantir um processo educador e gestor da sustentabilidade municipal. Todo o esforço do governo entre 2003 e 2006 reside na concepção dos contratos e na articulação técnica e política para criá-los. Com o tempo, uma função de subsidiariedade da ação do Estado se tornará mais clara e essas ações serão definidas em diálogo com verdadeiros observatórios da educação ambiental, compostos pelas diversas instituições enredadas na execução de processos públicos de educação ambiental. Em princípio, cremos que tais ações subsidiárias serão bastante diversas, tais como apoio a encontros interinstitucionais, linhas de financiamento via Fundo Nacional do Meio Ambiente, bancos de dados de experiências (SIBEA), publicações de interesse transversal às diversas iniciativas públicas, certificação pública etc.
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Uma questão importante é qual educação ambiental será regulada, tendo o atual governo uma perspectiva clara de que ela deve ser popular, crítica e emancipatória. Futuros governos podem não pactuar com essa perspectiva, mas esperamos que se constitua, no seio da sociedade civil, um conjunto articulado que não permita o abandono de ações de Estado que subsidiem esta perspectiva. As políticas públicas em educação ambiental, desta forma, são um processo dialético e partilhado do Estado e da sociedade civil.

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Tomado de: Sorrentino, M., Trajber, R., Mendonça, P., y Ferraro Junior, L. A. (2005). Educação ambiental como política pública. Educação e Pesquisa, São Paulo,31(2), 285-299.

domingo, 19 de abril de 2015

Trajber y Sato (2013). Escolas sustentáveis: incubadoras de transformações nas comunidades


La educación ambiental cumple un papel importante cuando se consideran los procesos socio ambientales capaces de replantear conceptos como el tiempo y el espacio en las escuelas. La educación ambiental fomenta la participación de múltiples actores en el proceso educativo e indica otras posibles rutas a seguir por la escuela y la comunidad con la adopción de los principios de sostenibilidad y de nuevas prácticas sociales. En este sentido, las Escuelas Sostenibles pueden convertirse en referencia para sus comunidades mediante la promoción de una gestión más democrática y participativa y la organización del plan de estudios.
[...]
Como un viaje al gusto de la invención pedagógica, tenemos especial interés en el proceso de construcción y el entrenamiento cruzado, además de los productos terminados. Lo más importante, sin embargo, es
que la propuesta no está aislada de un contexto curricular. Si el plan de estudios es muy fenomenológico tendrá que ser creado sobre la existencia de los que participan en la escuela, en el corazón de la biografía ecológica que complementa la cartografía de cambios antojos. Es posible que la escuela no tenga la solución a los problemas, sino que reproduzca los discursos de la sociedad. Los espacios educadores sostenibles quieren que la escuela trascienda esa realidad y generen una cultura a favor de la sostenibilidad. Esta actitud, fomentada con un currículo apropiado, permite que las preocupaciones sociales y ambientales a nivel mundial sean absorbidos por la conciencia individual. Por lo tanto, puede una transformación - y por qué no hablar de transvaloración - para cambiar las ideas de desarrollo y consumistas de las prácticas sostenibles y duraderas. Y más allá de las reflexiones sobre nuestra escuela, supone un plan de estudios de la vida, el cambio de valores que puede hacernos mejores personas, capaces de ver las injusticias del mundo y luchar para que el planeta sea de todos y todas.

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Tomado de: Trajber, R., y Sato, M. (2013). Escolas sustentáveis: incubadoras de transformações nas comunidades. REMEA-Revista Eletrônica do Mestrado de Educação Ambiental.
Accesible en: http://www.seer.furg.br/remea/article/view/3396/2054 (19/4/2015)

domingo, 9 de noviembre de 2014

Ingurugela Japonen eta Rachel Trajberrekin / Ingurugela en Japón y con Rachel Trajber

Ingurugelako kidea den Miren jadanik Japonen dago. Bertan euria ari dela ematen du. Argazki bat bidali du. Bertan Brasileko Rachel Trajber-rekin dago, Confint nazioarteko prozesuko ama. Goratziak bidaltzen dituzte guztientzat.


    La compañera de Ingurugela, Miren, ya está en Japón. Parece que llueve, por la foto que ha enviado. En ella aparece con Rachel Trajber, de Brasil, madre del proceso de Conferencia Internacional de Jóvenes: Cuidemos el Planeta. Nos mandan muchos recuerdos.
    Hice llegar a Rachel el artículo sobre la Confint, del Boletín del Ceneam de este mes. Ella lo compartió y estas son algunas de las respuestas que me han llegado y quiero compartir.


    Querido Josemanu,
    Que emoção ler tua doce mensagem lembrando de San Clemente de Tuyú! Foi esse momento que marcou tantos desdobramentos e realizações autônomas, criativas e ricas como nunca poderia imaginar. 
    Como diz o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global: somos todos aprendizes de sustentabilidade.
    Amanhã vou para o Japão, na Conferência da Unesco da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, levo comigo a alegria dessas notícias tão boas para meu coração. Compartilho com os amigos e amigas que também deram o melhor de si para a Confint.
    Agora moro em São Paulo (Taubaté) e trabalho com outro desdobramento da EA, os desastres naturais, mudanças climáticas, sem perder a dimensão da sustentabilidade.

    Gracias, amigo Josemanu! 
    Rachel

    Lindas notícias, Raquel! 
    Como alimentam esses desayunos coletivos! Como frutificam!
    Parabéns, saudades, 
    bjs
    André

    Saudações amigos e amigas,
    Agora mesmo tenho na mirada um lugar comum de onde trabalhamos fortemente para contribuir com esse processo.
    Estou de volta a CGEA para uma passagem rápida.
    Muito feliz por aprender um pouco mais sobre a potência do simples.
    Abraços, 
    Jefferson

    Que coisa boa!
    Assim acontecem com as sementes, não é?!
    Fico muito feliz por ter feito parte da boa plantação...
    VIVA!
    Um abraço apertado em cada um
    Grácia
    Querid@s,
    Só posso dizer que sou profundamente grata por fazer parte desse Círculo Virtuoso que ganhou o mundo, e desejo que cada um@ de nós, esteja onde estiver continue a semear sonhos, buscando dar o seu Melhor pelo Planeta, pela Educação, pela Felicidade coletiva.
    Abraços,
    Naiara


    Queridos, 
    Vocês não sabem a alegria que sinto ao ler essas notícias e perceber que esse lugar, esses momentos e essas pessoas que trago na memória como fonte de profunda transformação, na verdade, não estão na minha memória, estão cada vez mais presentes, no tempo presente, em todo o mundo.
    Obrigado e muita saudade!
    Abraços
    Rangel  

    Querida Rachel, André Lázaro e todos,
    Acabo de voltar esta semana do encontro na França com os membros do Fórum Internacional Ética e Responsabilidades apoiado pela FPH que foi nossa parceira estratégica na CONFINT. Fiquei maravilhada ao ouvir o relato de Lydia Nicollet uma das facilitadoras do processo da CONFINT na Europa por meio de Monde Pluriel em Grenoble:  São 15 países participantes na Europa mais de 800 escolas e agora na Espanha Josemanu nos conta que  son más de 2.000 centros los que realizan sus Confint Escolares y Confint autonómicas. !!!
    Que orgulho ter participado desse processo inicial da CONFINT 2010 com metodologia nossa brasileira , tendo as Responsabilidades Compartilhadas construindo sociedades sustentáveis na base de tudo e ver que o processo continua mundo a fora mais e mais...Graças a vocês e ao governo do Brasil...
    Todos juntos Let’s Take Care of the Planet, rumo a COP 20 em Lima dezembro de 2014 e COP 21 em 2015 em Paris.
    Bjs com carinho
    Isis